Segundo estudo, 85% dos atletas lesionados são do vôlei
Por:
Evellyn Moraes
Um estudo realizado pela USP (Universidade de São Paulo) mostrou que 85% de 60 jogadores de vôlei que passaram pela equipe masculina do Banespa têm, ou tiveram, algum tipo de lesão no joelho nos últimos cinco anos.
O médico do Banespa e integrante do Grupo de Medicina Esportiva da USP (responsável pelo estudo), Júlio César Nardelli, falou que o número tende a ser o mesmo nos outros times que disputam a Superliga e o motivo é que esses atletas estão cada vez mais suscetiveis a contusões, com a evolução do jogo que pede mais força do que há 15 anos.
O estudo aponta que, além do joelho, outras regiões do corpo registram elevada porcentagem de jogadores com histórico de lesões. Há 70% que possuem algum tipo de problema no ombro, o mesmo número se contundiu na coluna e 65% se machucaram no tornozelo.
Porém, não foram registrados na pesquisa casos de abandono da carreira devido às lesões. Contusões no tornozelo, por exemplo, são resolvidas com fisioterapia e, em poucos delas, por meio de cirurgia. Após o tratamento, o atleta pára de apresentar problemas. No joelho, na coluna e no ombro, a situação é diferente, as contusões são, em sua maioria, crônicas, e o tratamento é demorado.
Quem possuem maior incidência de contusão no ombro são os atacantes, eles correspondem a 70% do total dos atletas com lesão nessa região do corpo, segundo o estudo da USP. Isso vem ocorrendo pela execução de movimentos repetitivos.
Os jogadores que atuam na posição de meio-de-rede sofrem mais da coluna. Dos atletas pesquisados com problema lombar, 80% são dessa posição. Uma das causas da lesão é o impacto do número excessivo de saltos que eles precisam dar nos jogos para defender bolas.
Fonte: Folha de São Paulo

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